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Venda e aluguel de imóveis usados cresce em 2020

Apesar da crise global, o setor conseguiu se manter favorável e até impulsionar o desenvolvimento de outras áreas.

Em função da pandemia, o ano passado foi especialmente desafiador para diversos segmentos econômicos, como a indústria cultural, turística e automobilística, entre outras.

Contudo, para o mercado imobiliário, 2020 trouxe um aumento de 52% no número de imóveis usados que foram alugados ou vendidos, em comparação aos 12 meses anteriores a este período. 

Por isso, se você está pensando em financiar imóvel usado, veja como estão as condições e as oportunidades no mercado imobiliário brasileiro, além de quais precauções é preciso tomar antes de fechar o negócio.

Dados

Em 2020, houve um total de 44.810 negócios fechados envolvendo imóveis usados em todo o território nacional, em comparação a 29.435 registrados em 2019. Também foi apontado um crescimento de 18% no número de propostas de negócios, atingindo um total de 176.671.

A tendência de alta durante 2020 intensificou-se nos dois últimos trimestres do ano. No quarto trimestre, locações e vendas de imóveis usados cresceram 78,93%, sobretudo, no estado de São Paulo.

Os dados foram levantados com o Painel do Mercado Imobiliário (PMI), produzido pelo Kenlo, marketplace que oferece serviços para digitalizar as imobiliárias e os corretores. O PMI foi originado a partir de dados cadastrados na plataforma por mais de 7,2 mil imobiliárias e 44 mil corretores de imóveis no Brasil.

Razões

Em um ano em que muitas pessoas perderam os empregos e/ou tiveram perdas na renda mensal, como o mercado imobiliário conseguiu manter-se no país? Especialistas da área apontam pelo menos dois motivos para explicar esse fenômeno.

O primeiro é a redução da taxa de juros promovida pelos bancos e pelo governo federal: a Selic chegou a 2%, o menor patamar. Quando a Selic está baixa, isso motiva o consumo e a busca por crédito pela população.

 

O segundo é que já devia existir uma demanda represada, e a pandemia fez com que as famílias revissem suas condições de moradia, buscando um lar que fosse mais adequado para as novas demandas e desafios trazidos pelo novo coronavírus.

Outros setores

É importante mencionar que a transformação digital ocorrida no setor imobiliário foi ainda mais acelerada pela pandemia, o que motivou muitas imobiliárias e corretores a digitalizar os serviços para não perder clientes. Isso ajudou a aquecer outro mercado: de programação e design de websites.

A busca por design de interiores também cresceu de forma considerável desde o início da pandemia. A necessidade de adaptar a casa para realizar o trabalho remoto (chamado de “home office”) e receber as atividades escolares das crianças motivou muita gente a adquirir móveis novos, repensar a organização da residência para criar ambientes adequados e aproveitar melhor cada cantinho do lar.

Precauções

Alguns fatores precisam ser analisados na hora de alugar ou comprar um imóvel usado. Um deles é verificar o bairro e conhecer a região no entorno. Para isso, conversar com os vizinhos e perguntar como é o cotidiano da vizinhança, assim como a infraestrutura local,  é uma boa ideia. 

Verifique como funciona o comércio local e quais são as outras facilidades que aquele bairro oferece, bem como se existe algum período do dia em que não é muito recomendado circular sozinho pelas ruas.

Outra dica valiosa é analisar bem as condições do imóvel. É comum encantar-se pela fachada e por alguns detalhes da decoração, mas é fundamental checar como estão as estruturas da casa, incluindo fiação, encanamento, tomadas, teto, e se existem mecanismos/aparelhos de segurança. 

Também preste atenção se há vazamentos e rachaduras, bem como as condições do piso, dos revestimentos, da iluminação e da ventilação da residência. Ao perceber alguma anormalidade, negocie com o dono/imobiliária para que isso seja descontado do valor final. 

Se estiver cogitando um apartamento, verifique as regras do condomínio e os serviços oferecidos. Por fim, não se esqueça de analisar como está a documentação do imóvel, pois, se isso não for resolvido antes da negociação, os gastos envolvidos com a regularização legal deverão ser pagos por você.

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