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Brechó, que era coisa do passado, vira tendência cool e sustentável

Como e por que os brechós, e suas roupas de segunda mão, ganharam a atenção das pessoas e viraram tendência

As lojas que vendem roupas e objetos usados existem há muitos séculos, em todo o mundo. Conta a história que, no Brasil, a primeira delas foi aberta no Rio de Janeiro, ainda no século XIX, por um mascate de nome Belchior. É por isso que esses estabelecimentos ficaram conhecidos como brechós.

Na Europa e nos Estados Unidos o hábito de comprar roupas, bolsas e acessórios de segunda mão é comum há bastante tempo, tanto em lojas como nos bazares nas portas das casas que você, provavelmente, já viu em vários filmes e séries. No entanto, no Brasil, até pouco tempo atrás, esse não era um hábito tão bem visto.

O preconceito era um dos principais empecilhos para a popularização dos brechós. Até poucos anos atrás, era frequente ver pessoas repetindo sensos comuns como que as roupas usadas eram de gente morta e que isso poderia dar azar. Isso sem falar em quem tinha vergonha porque comprar usado era sinal de pouca grana.

Felizmente, no entanto, os brechós estão se tornando cada vez mais populares e até mesmo chiques. Um dos principais motivos da mudança é o crescente número de consumidores cada vez mais conscientes, preocupados em gerar menos lixo e dizendo não ao fast fashion.

Conheça o slow fashion

Está em alta um movimento, conhecido como slow fashion, que estimula justamente o retorno à produção de peças de qualidade, ou seja, duráveis. A ideia é transformar a indústria da moda, uma das mais poluentes do mundo, em um ramo mais sustentável.

Essa não é uma tendência só nessa área. A verdade é que cada vez mais gente se preocupa em ajudar a diminuir as emissões dos gases do efeito estufa para frear as mudanças climáticas. Os cientistas são unânimes nos avisos de que precisamos mudar de hábitos para ontem e os consumidores estão mais bem informados.

 

Os brechós têm tudo a ver com a pegada do slow fashion, afinal, melhor do que produzir peças mais sustentáveis, é reaproveitar as que já existem. 

Brechó também pode ser chique

De olho no slow fashion, a quantidade de empreendedores que abrem lojas direcionadas a esse ramo vem crescendo muito nos últimos anos, para todas as classes sociais. Isso mesmo, os brechós podem ser lugares para comprar roupas mais baratas, mas nem sempre. Estão em alta também os brechós de luxo.

As roupas de marcas mais caras e de grifes famosas sempre foram conhecidas por terem uma qualidade melhor e durarem por muito tempo. Tudo a ver com os brechós. Como agora é chique ser sustentável, essas peças tem ganhado cada vez mais espaço no mercado de usados. E podem valer uma nota!

O passado está na moda

Roupa usada te lembra roupa antiga e você ficou pensado nisso quando leu sobre slow fashion e o crescimento do setor de brechós? Pensou certo. O retorno de itens do passado está totalmente ligado a esse movimento de consumo mais consciente. 

As roupas não devem ser mais descartadas a cada nova estação. Mesmo para quem quer sempre estar na moda, vale guardar as peças no fundo da gaveta para usar novamente em breve. Ou, se você é um tanto minimalista, pode vender o que não está usando para um brechó.

Como a durabilidade virou palavra-chave, usar roupas e acessórios que faziam sucesso na época da sua avó deixou de ser brega e passou a ser chique. As passarelas e os influenciadores também querem ser sustentáveis e passaram a apostar em itens que fizeram sucesso em outras temporadas para afirmar isso.Esse movimento ficou conhecido como comeback, que nada mais é do que a valorização do retrô ou do vintage, que são outras formas de dizer que o passado está em alta. Se você ainda não frequenta os brechós, entre em um na próxima vez que passar na porta. Você vai se surpreender!

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