guest post Mônica Candido

Como o mel pode ajudar a combater alguns sintomas respiratórios

O mel tem diversa propriedades importantes para a saúde, inclusive para o combate de alguns sintomas respiratórios

O homem utiliza mel em sua alimentação há milhares de anos. Relatos históricos o indicam como o mais antigo adoçante utilizado pela humanidade. Outros registros apontam que índios brasileiros da tribo Pankararé, habitantes do estado da Bahia, recomendavam o uso do mel para o tratamento de diabetes, micoses, bronquite, dor de garganta e outras doenças. 

Mas quais são as recomendações científicas para o uso do mel?

Propriedades do mel para a saúde

De acordo com a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), o aroma, o paladar, a coloração, a viscosidade e as propriedades funcionais do mel estão diretamente relacionadas com a fonte de néctar que o originou e, também, com a espécie de abelha que o produziu. 

Estudos mostram que o mel possui propriedades antimicrobianas, antivirais, antiparasitária, anti-inflamatória, antioxidante e anti-carcinogênica. Além disso, o mel pode conter ainda quantidades importantes de colina, essencial para as funções cerebral e cardiovascular.

Por exemplo, em comparação ao açúcar refinado, que vem sendo considerado um grande vilão para a saúde, o mel é mais nutritivo e possui valor calórico 18% menor, com poder de adoçar duas vezes mais. Por isso, a substituição do açúcar por mel tem ganhado relevância na promoção de hábitos alimentares mais saudáveis nos últimos anos. 

O mel e o combate a alguns sintomas respiratórios

As infecções respiratórias têm se tornado mais comuns e, frequentemente, levam à prescrição de antibióticos. Porém, além de muitas dessas infecções das vias aéreas superiores (IVAS) serem virais e o antibiótico não surtir efeito, a prescrição exagerada desse tipo de medicamento pode levar a resistência a antimicrobianos importante.

 

Assim, procurar outras opções de tratamento que possam ser eficazes, sem causar tantos efeitos adversos, é importante. O mel é recomendado por diretrizes para sintomas de IVAS em crianças, como tosse aguda, mas não possui recomendações oficiais em outras faixas etárias. 

Porém, um novo estudo realizado por pesquisadores da prestigiada Universidade de Oxford (Reino Unido), reforça os poderes do mel para combater os sintomas associados com problemas do trato respiratório, como a irritação da garganta e a tosse. 

Em um artigo divulgado recentemente na publicação BMJ Evidence Based Medicine, foi comparado o efeito de tomar mel, em formulações como chás, puro ou misturado com outros ingredientes em relação a antibióticos, xaropes para tosse e medicamentos de venda livre – ou placebos clinicamente inertes. A avaliação levou em conta o alívio de sintomas como gravidade e frequência da tosse e sua duração.

No entanto, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), crianças menores de um ano não devem consumir mel (assim como todos os outros alimentos do grupo de açúcares e doces), pois não possuem capacidade imunológica para combater a bactéria causadora do botulismo, encontrada em alguns tipos de mel.

Além disso, o Ministério da Saúde salienta a importância de ler sempre os rótulos dos alimentos antes do consumo. Por exemplo, no caso de rótulos para mel, é essencial ler as informações nutricionais. 

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