Uncategorized Mônica Candido

Investidor deve conhecer as regras da poupança

Com alta da Selic, caderneta passa a render mais, no entanto, ainda não cobre as perdas da inflação.

No início de dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) aumentou pela sétima vez consecutiva a taxa básica de juros Selic, que chegou a 9,25%. O novo percentual impacta diretamente os rendimentos da poupança e dos investimentos. Por isso, os brasileiros devem ficar atentos sobre qual é a melhor opção para fazer o dinheiro render.

A caderneta de poupança segue duas regras de remuneração. Quando a Selic está fixada em até 8,5% ao ano, o rendimento é de 70% da taxa básica de juros mais a Taxa Referencial que, desde 2017, está em zero. Quando a Selic está acima de 8,5%, como é o caso atual, o rendimento da poupança é de 0,5% ao mês ou 6,17% ao ano.

Com a Selic a 9,25%, a caderneta de poupança passou a render mais do que antes. No entanto, ainda segue não sendo vantajosa, uma vez que o rendimento está abaixo da inflação. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está acumulado em 10,74%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso significa que quem mantém o dinheiro na caderneta de poupança sofre perda real do poder de compra.

Atentos a isso, muitos brasileiros têm retirado o valor acumulado ao longo de 2021. De acordo com os dados do Banco Central, entre janeiro e outubro deste ano, foram sacados mais de R$ 30,7 bilhões da poupança. A expectativa é que a situação permaneça enquanto a inflação estiver em alta.

Onde aplicar o dinheiro

Por outro lado, quem decide aplicar o dinheiro da poupança em um investimento em renda fixa pode fazer um bom negócio. Além de mais atrativa, por conta da elevação da taxa Selic, a modalidade também é considerada mais segura em comparação com a renda variável. Considerando que 2022 será um ano de eleições, o que causa incertezas no mercado financeiro, especialistas aconselham os investidores a reduzirem os riscos desde já.

 

Nesse cenário, os títulos públicos do Tesouro Direto, os certificados de depósitos bancários (CDBs), as letras de crédito imobiliário (LCIs) e as letras de crédito do agronegócio (LCAs) são opções para o investidor. Para fazer uma escolha assertiva, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) orienta pesquisar as características de cada investimento.

O Tesouro Direto é considerado o produto mais seguro do mercado, tendo em vista que a garantia é dada pelo governo federal. Dentre as opções disponíveis, o Tesouro IPCA+ é apontado como uma boa alternativa por assegurar uma remuneração híbrida: um percentual determinado no momento da aquisição do título mais a inflação.

Entre os CDBs, aqueles que remuneram mais de 100% do CDI – que é uma taxa muito próxima do percentual da Selic – e têm liquidez diária são os mais recomendados no momento. Os CDBs também são considerados investimentos seguros, pois contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Já as LCIs e as LCAs com rendimento atrelado ao IPCA são as mais indicadas. Ambos os investimentos são isentos do imposto de renda e também possuem cobertura do FGC.

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